Saturday, July 29, 2006

9 vezes nada = B B D O

De entre 27 alunos da minha turma, apenas 9 passaram no exame de Gestão Estratégica.

Eu não faço parte desses 9.

Eu chumbei com 9 [que nota mais ranhosa, sinceramente].

De entre 600 candidatos, apenas 10 foram seleccionados para estagiar na B B D O.

Eu faço parte desses 10.

Contas feitas: tou feliz[, caralho]!

Friday, July 21, 2006

já fiz

o último exame

[oh hapiness]

Sunday, July 09, 2006

Opá!

E agora o Roberto Leal cantou o hino nacional!!!
Eu até gostava de ver naquele estádio algo de bom. Mas com o Roberto Leal compreendi que aquilo... é basicamente o pior que há em Portugal.

[ah]

Epá

O autocarro da selecção nacional de futebol está a chegar ao estádio nacional. Os canais estão todos a cobrir isso. Há milhares de pessoas com tshirts e bandeirinhas do país. Eu vi muitas à beira da 2ª Circular - todas feias, velhas, bimbas, flácidas...
E agora oiço na televisão que o Roberto Leal está a cantar a música "É uma casa portuguesa" no estádio nacional...

[oh]

Saturday, July 01, 2006

E assim foi

a entrega dos últimos trabalhos da licenciatura. Foi há já uma semana, fruto de uns 7 dias quase sem dormir. O que vale é que daí para cá não tenho feito praticamente mais nada!
Agora só falta um exame e podem-me chamar senhor doutor (o senhor dispenso).
Bem, agora vou dormir que acordo cedo. Para ir à praia! muahahaha



os últimos!

a laura ca pita aos saltos

a sandra simpática, as usual

a susana e a laura ca pita aos saltos (normalmente varia entre pita aos saltos e resmungonhas do caralho)

Monday, June 19, 2006

new name

"O que é a coquetterie? Pode talvez dizer-se que é um comportamento que deve sugerir que a aproximação sexual é possível, sem que essa eventualidade possa ser tida como certa. Ou, por outras palavras, a coquetterie é uma promessa de coito, mas uma promessa sem garantias."

in A insustentável leveza do ser, Milan Kundera

A partir deste momento, o meu blog passa a ser chamado de COQUETTERIE

Sunday, June 11, 2006

testimonial

i do not suffer for portugal for portugal do not suffer for me.

Wednesday, June 07, 2006

argumento

[...] É o argumento.
Os meus olhos: lentes de uma qualquer máquina que filme. Faço os planos. Óculos escuros: um filme a preto e branco. Uma senhora caminha em direcção à câmera. É supervisora da linha de caixas numa grande superficie comercial. Plano Americano contra picado. É visível o papo entre o pescço e o queixo. Tem as sobrancelhas arranjadas, as unhas pintadas. Nunca foi ao teatro. Fim do filme. Alguns passos, tão não especiais que não sei quantos foram. Não há trama. Não há estrutura - mas há sempre principio, meio e fim. Tragédia, talvez.
O mesmo filme: versão cinderela.
Chama-se Celeste. É supervisora da linha de caixas numa grande superficie comercial, onde trabalha há 18 anos. Tem uma filha que estuda na universidade mas não é isso que a faz feliz. O curso não é relevante. Os 15 dias de férias todos os anos no Algarve (suponhamos que Monte Gordo) fazem-na feliz. Nunca foi ao teatro.
Parte Cinderela: um dia conhece um senhor da mesma idade, muito bonito, rico e boa pessoa. Decobre o sexo, aliás, descobre o prazer. Casam. A filha termina o curso. Casamento: o casal corta o bolo; estão felizes; sorriem para mostrar que estão felizes. Zoom nos bonecos dos noivos no topo do bolo. A imagem desfoca. Fim.
Depois do fim: um ano depois, o homem da mesma idade, muito bonito, rico e boa pessoa, morre num qualquer acidente. Não interessa o acidente, a coisa já se tornou demasiado irreal no momento em que ele se apaixonou por ela. Atenção: o papo entre o queixo e o pescoço mantém-se; é uma nova versão mas a personagem é a mesma. Ele morre. Em dois anos ela está sem dinheiro nenhum. A filha desapareceu. Celeste é uma mulher infeliz. Morre muitos anos mais tarde, infeliz, sem ir ao teatro. Fim do que acontece depois do fim.
Se Celeste fosse mais bonita e tivesse frequentado o teatro, poderia morrer de forma mais bela. Por exemplo, beber um qualquer veneno e morrer na plateia de um qualquer teatro ornamentado com motivos dourados alusivos aos teatros de um século qualquer passado, enquanto assistia a uma qualquer tragédia grega. Mas não. O filme terminou no casamento.

Thursday, May 18, 2006

outro dia estava a pensar na vida e...

lembrei-me que tinha que ir tomar o antibiótico.

Sunday, May 07, 2006

A good idea to invest.



Este é o anúncio de imprensa com que eu e a Patricia concorremos ao concurso Young Creatives, do Festival de Cannes. Para não variar muito, soubemos do concurso já tardiamente e começámos a trabalhar nele a apenas três dias da data de entrega. Depois de umas quantas horas a gerar ideias, começou-se a trabalhar numa outra ideia. Mas a frase "Thought in Portugal", que estava fora dessa ideia, não nos saia da cabeça. E cerca de meia hora antes do limite de entrega surgiu isto.

O briefing pedia para posicionar Portugal junto dos empresários estrangeiros como um país inovador.

Wednesday, April 26, 2006

Hoje suei como um

Saturday, April 22, 2006

Bom é...

descobrir Lula Pena.

Wednesday, April 12, 2006

contraproducente

«Acho que a obsessão da nossa cultura pela educação é contraproducente. Cada geração anda a educar-se para ganhar o dinheiro suficiente para educar a geração seguinte, e ninguém faz nada com essa educação. Você arrasa-se para educar os seus filhos, para que eles possam arrasar-se a educar os filhos deles. Qual é a finalidade?»
«Podia dizer o mesmo sobre a questão de casar e constituir família.»
«Exatamente!» gritou Mrs. Zapp. «E digo, pois digo!»
in A Troca, de David Lodge

Náusea

«Estou a embaraçá-lo, Mr. Sparrow - Swallow? Desculpe. Falemos de outra coisa. Da vista. Não acha que é magnífica? Também temos vista, sabe? É sempre a mesma. Toda a gente em Plotino tem vista igual, excepto os pretos e os brancos pobres dos andares lá de baixo. Tem de se ter vista, quando se vive em Plotino. É a primeira coisa que as pessoas perguntam, quando compram casa. Tem vista? A mesma vista, é claro. Vista há só uma. Sempre que se vai jantar fora ou a uma festa, a casa é diferente, nas janelas as cortinas são diferentes, mas a porra da vista é sempre a mesma. Às vezes aptece-me gritar.»
«Desculpe, mas não concordo» disse Philip, cerimonioso. «Eu nunca me cansaria.»
«Não viveu dez anos com ela. Espere e verá. Não se pode antecipar a náusea, sabe?»
in A Troca, de David Lodge

Friday, April 07, 2006

Céu

Foda-se

uma vez salvei uma pessoa de morrer afogada.

Vou pró céu, não vou?